quinta-feira, 19 de maio de 2011

Indígenas querem conhecimentos tradicionais e articulação política para a Rio+20


 Por Rádio ONU
Representante de comunidades nativas no Brasil alertou para os riscos de colocar preços no meio ambiente.
Indígenas no Mato Grosso
Marina Estarque, da Rádio ONU em Nova York.
O líder indígena brasileiro Marcos Terena falou em evento nas Nações Unidas, nessa terça-feira, sobre economia verde. Ele disse, em entrevista à Rádio ONU, que as comunidades nativas brasileiras vão levar conhecimentos tradicionais e articulação política para a Rio+20.
“Como vai ser no Brasil, nós queremos levar a sabedoria da nossa ancestralidade e conhecimentos tradicionais. Mas queremos levar também a capacidade política de negociação que estamos construindo em relação ao Banco Mundial, às Nações Unidas e ao Fórum Permanente da ONU”, argumentou.
Pobreza
Marcos Terena também é coordenador da participação indígena na Rio+20.
O evento da ONU, que ocorre em junho 2012, no Rio de Janeiro, vai abordar temas como desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza.
Preço
Terena está em Nova York para participar do Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas, que acontece até o dia 27 de maio. Ele foi um dos palestrantes da reunião paralela sobre economia verde.
No debate, alertou para o risco de se dar preços ao meio ambiente.
“Geralmente, o mundo moderno tem o costume de transformar a natureza, os rios, as águas, o meio ambiente e até mesmo o ar, e qualificar isso em termos de preço, de mercado”, afirmou.
Indústrias
Segundo Terena, a visão indígena de economia verde vai contra esta tendência.
O coordenador acredita ser possível usar recursos da natureza sem alterações profundas, sem a “geração de novos verdes”, como descreveu.
“Nós não podemos assassinar o futuro em nome do desenvolvimento. E as indústrias, grandes centros urbanos e governantes têm que aprender isso com os povos indígenas para que a gente possa gerar então essa possibilidade de um futuro melhor”, afirmou.
No evento, Terena falou ao lado de representantes indígenas de outras regiões e de funcionários do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma.
A ONU estima que haja 370 milhões de indígenas em 90 países do mundo.

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